Arquivos Diários: Março 28th, 2008

joboffer.jpgOferta de emprego! Vaga para jornalista. Perfil exigido: formado numa faculdade desconhecida no Triângulo Mineiro, com experiência comprovada em vendas de produtos na rua (porta-a-porta), com noções de caixa de lanchonete e que já tenha feito freelas como garçom à noite. E a frase enfática de fechamento questiona: alguém se habilita?!!

De repente eu levanto a mão e grito orgulhoso: “eu, eu, eu me habilito!” Olho para o lado, e milhares de pessoas que estavam na mesma situação, permanecem caladas, com vergonha de não apresentar, apesar de vividas, as experiências menos nobres de um Curriculum Vitae. Hoje não os culpo, pois o mercado de trabalho vê os MBAs e demais títulos como os parâmetros diferenciais de contratação.

Eu ainda continuo impregnado do bom e velho “brilho nos olhos” e explico pelos meus mais nobres conhecimentos (de verdade) profissionais o que eles me ensinaram em 20 anos de carreira como assessor de imprensa:

Garçom: servir bem é algo que deve ser praticado diariamente, dentro e fora de casa. Os bons garçons são pessoas que cuidam de suas vestimentas com esmero. Deixam os problemas de lado para olhar o que os clientes esperam dele: atenção, eficiência, conhecimento, eficácia, profissionalismo, sensibilidade, bom senso, entre outros atributos. Saber a hora de sugerir, a forma de servir e, no final do atendimento, perguntar: “estava ao seu agrado?”

Vendedor de rua: é um exercício de paciência, perseverança, preparação e argumentação. É uma profissão árdua? Sem dúvida, mas conhecer pessoas e expressões novas todos os dias é um grande prazer. A remuneração depende de sua performance e, principalmente, da dose certa no atendimento. Se falar em demasia espanta a clientela, se ficar calado desagrada e se argumentar de forma errada denuncia despreparo. O tesouro está na fidelização e na superação em encantar.

Caixa de lanchonete: é responsável por grande parte da satisfação e da insatisfação do trabalho feito em equipe. Se uma bela hoster acolhe brilhantemente quem chega e o garçom se esmera em antecipar expectativas, então porque uma conta calculada de forma equivocada ou um cartão que não passa, por um problema de circuito de transmissão, deve desencadear a ira do cliente? É muita responsabilidade.

Estranho ver um primeiro post assim? Sim? Não? Então me escreva, pois terei imenso prazer em conversar sobre o assunto. Vem muito mais por aí, pois trago comigo, como colaborador, o meu sócio, amigo e um profissional de primeiríssima linha: Márcio Cavalieri. Até.